sexta-feira, agosto 8

Superando sentimentos...



Pensei em começar essa crônica de forma objetiva, mas percebi que a subjetividade dos sentimentos que circulam neste ser são divinos demais para se limitarem ao factual. Ela chegou em minha vida...

Linda mulher...

Deixa ela...

E pensar que o tempo faz jus aos seus mitos.
É o tempo que nos faz serenos e ásperos. Somos maquiagens, somos sombras, somos imagens...
Ela é boba, uma doce e linda menina-mulher... Me vi no seu espelho... Não por muito tempo... Beleza efêmera, ilusão que necessita fim.

Deixa ela...

Foi isso que pensei ao vê-la linda trocando beijos apaixonados, confesso: eu me iludi; revi histórias que vivi...
Sonhos de menina.
Hoje não sou mais menina, sou cruel. Sou humana.
Desculpa, não queria ser áspera. Me desculpe, não quis ser humana.
Até tento, mas não consigo; é da vida, é do momento...

Deixa ela...

Que um dia vai despir sua alma, vai ser energia e esquecer que o mundo é vão.

Minha menina... Há mentiras, há mascaras.
Não consegui, me desculpa. Não consegui fingir... Ele é sombra, é água suja, é farsa;

Foge... Destrua os mitos, não permita que o tempo seja soberano... Doce menina, não permita que o tempo borde dor e te faça escrava da ignorância...
08/08/08
Por Tatiane Marta (em casa numa farra que durou até amanhecer)... Noite inesquecível!!!

quinta-feira, julho 3

Parte 1: Arte? Pra quê...Arte

E pensar que um dia eu pensei na evolução da humanidade, que tentei questionar a existência da poeira cósmica, a metafísica e as filosofias antigas buscando de uma certa forma, respostas para a aflição que conjuga o verbo em 1ª pessoa sempre de dentro pra fora.
O que há de errado comigo? Desisti de ser metódica, de crer no pensamento sistêmico, de esbravejar contra ideologias... Não há mais o que fazer e preciso assimilar que esse é o fim, que não há niilismo capaz de metamorfosear essa praga que se alastra por séculos. Humanidade primitiva; portadora de síndromes fabricadas para nutrir seu espelho. Narcisismo em nome da inércia vã.
Egos que vomitam ignorância, que limitam a criatividade divina.
Um dia pensei ser Deus, um dia pensei que o meu coração seria capaz de silenciar a dor que dilacera a pequenez humana, num paradoxo perfeito haja vista sermos mutantes, criaturas e criador, juntos: uno.
Átomos e fragmentos de ilusões e imperfeições, verdades absolutas, mentiras seculares.
Deixei de lado o pensamento mecanicista pra quê?
Pra quê buscar outras formas de pensamentos alternativos, se na esquina da rua onde moro ouço uma juventude alienada ouvindo ritmos oriundos da mais insana criação. Mentes em estado de putrefação, contaminando multidões com vazios repetitivos. O “créu”, a “Dança do créu” me fez atingir a mais intensa depressão. Depressão que reluta em me deixar ouvir Tom Jobim, que me faz ficar surda diante de notas suaves e capazes de me transportar ao paraíso que um dia pensei existir.
Esse absurdo que ouço estourar no país inteiro; um Brasil multicultural mergulhado em profunda crise de caráter. Um país apolítico, imoral, corrupto, com identidade distorcida. Falta atitude de análise, falta auto-crítica, falta educação, falta consciência política, exercício de cidadania. Um país que vive a contradição.
Confesso: “Estou em crise”. Assisti a um dos mais admiráveis entrevistadores bater um papo descontraído e ridículo com a “Mulher – Melancia”. É isso mesmo, o nosso intelectual, escritor, artista plástico, humorista e tanto mais Jô Soares vivenciou essa situação. A dançarina ou ex-dançarina e também cantora (cantora da bunda grande, que rebola o sexo bizarro, que não canta nada, que não pensa nada) e seu conteúdo redondo e sexual fizeram parte do Programa do Jô, me causando uma repulsa, uma ânsia insuportável e com certeza despertou alguns poucos sobreviventes, o sentimento de que não há nada mais a fazer. Bebamos cicuta, cortemos os pulsos, nos tornemos zumbis, calemos o pensamento!
Não há nada mais a dizer. A sexualidade e a incitação ao desejo desenfreado, o instinto primitivo e animal ganharam vida com uma força em cinco velocidades. Tem para todos o gostos, para todas as idades e vende e atrai multidões. “É isso que vende, é isso que o povo gosta. Pão e circo”. Isto cessa argumentos sociais, culturais, filosóficos e até xingamentos silenciosos. É preferível cerrar os olhos, fingir-se de morto, entoar mantras, emanar energias cósmicas, buscar asas. Tornar-se gaivota, voar ultrapassando a ignorância, tornar-se luz!
O globo não mais realiza os movimentos que geram as estações... Parou e deu ré, não pense em RÉ musical, mas a rotação inversa, retardamento programado.
O que há de novo?
As estações de rádio dominaram a “parada” e proliferam como uma pandemia capaz de aniquilar a essência divina. A esperança secou de tanto descer na boca da garrafa, de tirar a calcinha, de ralar a tcheca no chão, de passar a mão no tabaco, de dançar Ado-Ado-Ado, a dança do quadrado, de incitar o preconceito e discriminação com as diferenças como: vaza canhão, de trair os princípios da família. Não há mais família... Não há mais princípios... Nem poesia, nem versos ricos! Consumimos poluição sonora em grande escala.
MC Créu, “é o cara”, assim como: Latino, Kelly Key, MC Serginho e sua “Lacraia”, assim como as bandas que dizem cantar forró, axé, pagode; ritmos que, se misturados podem servir como adubo para ervas daninhas.
As músicas fabricadas em motéis, bares e boates; regadas ao álcool e surtos psicóticos contaminam crianças, jovens, adultos, velhos...
Quer saber?
Arte... Pra quê... arte?


Tatiane Marta
24 de abril de 2008

terça-feira, abril 8

Paz...

Universos paralelos, metafísica que impera no submundo do subconsciente em crise.

A grande guerra se aproxima: lados opostos, o duelo entre a razão e a insensatez emocional.

Subjetividade a caminho do breu, a fuga surreal permitida pela emoção.

Gotículas de lágrimas resfriam almas aflitas, crise passional capaz de esmorecer a muralha da China.

Tremores de ideais; visão turva confunde a razão explícita.

Não estão em paz, o ego mortal aprisiona esses átomos divinos em crise existencial.

Ruína de sentimentos, lembranças maquiadas com a ilusão do amor...

Amor, a pieguice que insiste em vencer o tempo, séculos de retrocesso.

Amor, dogma que impera e eterniza sombras e lamúrias.

A praticidade há de vencer esse duelo. Não é possível que permaneçam a sorrir e tripudiar de fracos. O bem não tem o livre arbítrio, vence sempre!

Liberdade! a quem mais necessite.
Corpos a mercê de desejos primitivos. Que sejam extintos!
Memória acásica que resgata vícios e dor. Que perca a memória e reescreva versos contemporâneos.

Não é necessário que seja assim, não é necessário permanecer nesse nível retrógrado.

A paz é a soma de noites bem dormidas e sonhos atemporais.
o êxtase do cristalino equilíbrio.

Sejamos alvos, sejamos altruístas conosco e com o universo.
É preciso enxergar no universo paralelo, o universo de possibilidades.

Observar e admirar o que o vício dos olhos não permite enxergar... A filosofia vive adormecida dentro desse breu psicológico fabricado pelo ego para aprisionar-nos na ignorância.

Somos mais, somos A PAZ!

Tathy 07 de Abril

Solidão

Era isso mesmo que eu queria. Confesso que o peso que pensei que fosse sair, não saiu e agora não sei mais o que fazer.

Minha praticidade não complexa me faz uma vítima de acasos não registrados na memória que me acompanha.

quinta-feira, março 6

Átomo Divino





Reticências, vírgulas, parágrafos curtos, metáforas complexas.
Sopro de bênçãos em palavras proferidas personificadas em gestos. Suavidade que rega a rosa e admira o cacto. Baraúna no sertão, Carvalho na evolução.
Sorriso melancólico desprovido de tabus, lágrimas ácidas, gélidas lembranças,
Lágrimas doces, beijos de criança.
Olhar distinto, profundo, capaz de despir almas na simplicidade que rege sua existência.
Guerreira de mãos delicadas, agarradas a vassouras, leptops, fraldas.
Lavando, passando, cozinhando, fazendo amor e muitas vezes não sendo amada.
Multifuncionalidade mal remunerada.
Rainha do lar, de tantos universos paralelos.
Sexo pseudo-frágil,
Engana-se quem delimita, busca conceitos, definições objetivas.
Elas são abstratas, quase que incógnitas.
Infinitas na grandeza de alma.
Portadoras da luz da vida, gravidez da humanidade.
Pequenas gigantes, vencedoras diárias.
Carregam as marcas históricas no subconsciente.
Meninas, moças, amantes, esposas.
Senhoras pudicas, ou despudoradas.
São pétalas, são esperanças.
Inverso do que pensam ser.
Usam batom, salto alto.
Touca ou chapinha, unhas perfeitas ou quebradiças.
Decote ousado, pernas de fora ou tez coberta com o manto da ignorância humana!
Dão de mamar e se realizam com simples gestos!
Sexto sentido em vigília.
Sentidos aguçados, coração em sintonia com o Deus supremo.
Afinal, o que seria do homem, o que seria do mundo, se não fossem elas?
Átomos divididos, certezas plenas.
Mulher...
Elas brotam da terra, respingam como orvalho,
Acalmam com afagos, passeiam sorrateiras no universo masculino, dão nó em pingo d’água, surpreendem pela astúcia e inocência.
Tornam-se heroínas, vilãs ou fantasmas...
Átomos divididos, centelhas divinas.
Mulher, verso completo, poesia que soa como uma canção mágica!
E eles (homens) ficam a cismar sozinhos ou em seminários machistas a buscar defeitos ou conceitos, impor suas vontades bizarras.
Nem imaginam que a margem de seus delírios, elas, as divinas, ficam a sorrir e a esperar que um dia eles percebam que o mundo só tem cor por conta delas!

Tatiane Marta

05 de Março de 2008

terça-feira, fevereiro 12

É tua!


Eu sei que a dor é imensa.
Dói em mim também, mas a lua sorri dos obstáculos porque sabe que cedo, o sol vai dizer que a ama.
E é esse amor que supera as lágrimas, as tempestades, o vento, a poesia sem rima, o soluço desafinado.
E não há dor que dure para sempre nem lágrimas que não cessem, nem tempestade que não acalme.
O amor é maior que o universo...
Tão profundo que goza o sexo tântrico divino.
Cala-te e ouve o tempo.
Esse é o tempo. Esse é o elixir.
Essa é a canção que fiz!
Aceita, é tua!