quinta-feira, março 6

Átomo Divino





Reticências, vírgulas, parágrafos curtos, metáforas complexas.
Sopro de bênçãos em palavras proferidas personificadas em gestos. Suavidade que rega a rosa e admira o cacto. Baraúna no sertão, Carvalho na evolução.
Sorriso melancólico desprovido de tabus, lágrimas ácidas, gélidas lembranças,
Lágrimas doces, beijos de criança.
Olhar distinto, profundo, capaz de despir almas na simplicidade que rege sua existência.
Guerreira de mãos delicadas, agarradas a vassouras, leptops, fraldas.
Lavando, passando, cozinhando, fazendo amor e muitas vezes não sendo amada.
Multifuncionalidade mal remunerada.
Rainha do lar, de tantos universos paralelos.
Sexo pseudo-frágil,
Engana-se quem delimita, busca conceitos, definições objetivas.
Elas são abstratas, quase que incógnitas.
Infinitas na grandeza de alma.
Portadoras da luz da vida, gravidez da humanidade.
Pequenas gigantes, vencedoras diárias.
Carregam as marcas históricas no subconsciente.
Meninas, moças, amantes, esposas.
Senhoras pudicas, ou despudoradas.
São pétalas, são esperanças.
Inverso do que pensam ser.
Usam batom, salto alto.
Touca ou chapinha, unhas perfeitas ou quebradiças.
Decote ousado, pernas de fora ou tez coberta com o manto da ignorância humana!
Dão de mamar e se realizam com simples gestos!
Sexto sentido em vigília.
Sentidos aguçados, coração em sintonia com o Deus supremo.
Afinal, o que seria do homem, o que seria do mundo, se não fossem elas?
Átomos divididos, certezas plenas.
Mulher...
Elas brotam da terra, respingam como orvalho,
Acalmam com afagos, passeiam sorrateiras no universo masculino, dão nó em pingo d’água, surpreendem pela astúcia e inocência.
Tornam-se heroínas, vilãs ou fantasmas...
Átomos divididos, centelhas divinas.
Mulher, verso completo, poesia que soa como uma canção mágica!
E eles (homens) ficam a cismar sozinhos ou em seminários machistas a buscar defeitos ou conceitos, impor suas vontades bizarras.
Nem imaginam que a margem de seus delírios, elas, as divinas, ficam a sorrir e a esperar que um dia eles percebam que o mundo só tem cor por conta delas!

Tatiane Marta

05 de Março de 2008

terça-feira, fevereiro 12

É tua!


Eu sei que a dor é imensa.
Dói em mim também, mas a lua sorri dos obstáculos porque sabe que cedo, o sol vai dizer que a ama.
E é esse amor que supera as lágrimas, as tempestades, o vento, a poesia sem rima, o soluço desafinado.
E não há dor que dure para sempre nem lágrimas que não cessem, nem tempestade que não acalme.
O amor é maior que o universo...
Tão profundo que goza o sexo tântrico divino.
Cala-te e ouve o tempo.
Esse é o tempo. Esse é o elixir.
Essa é a canção que fiz!
Aceita, é tua!

Recomeço




Página virada,
Alma lavada, trem que parte,
Lágrima que seca.
Saudade que permanece de forma eterna!
Soluço que por hora canta a certeza de dever cumprido.

Poeira que abaixa,
Percepções que sugerem estrada.
Luz que permanece acesa, porque o pensamento mutante se condensa em liberdade.

Liberdade que gera,
Produção de sonhos,
Fábrica de buscas, certezas que não cessam.

A vida se abre em leques e universos de possibilidades.
As asas se colorem, fogem da precisão do sentido humano.
As asas se cobrem de letrinhas coloridas,
A liberdade do jeito mais simples.

A dor cavalgou pra distante,
O medo ainda aparece para a sorte do neófito que sorri a dúvida e possui certezas tão incertas.

Recomeço e escolhas,
Música que será composta,
Momentos imprecisos e necessários.

Eles são borboletas,
Eu sou o vento.

É carnaval

Sorriso que chora.
O carnaval respira pessoas diversas.
Elas fingem ser: pseudo-alegria.
Pulam e dançam
Extravasam sentimentos que refletem seus egos.
Amanhã ao acordar tudo acaba. O que importa?
Hoje são torrentes, são frevos, maracatus e axés.
São saltos, goles profundos ou rasos, do ópio que os tornam fantoches de uma realidade mascarada.
Lágrimas sorriem o mais sarcástico sentimento.
Fantasias que imperam sentidos diversos.
O choro ainda se faz presente, mas o que há de se fazer?
Frente a esse universo multicolorido que diz apenas o óbvio: fingimos ser: não somos! Nos inventamos
O carnaval canta e o choro se faz sinfonia.
Dancemos, enquanto podemos.
É carnaval

segunda-feira, janeiro 21

Feliz 2008!


E mais uma vez buscamos expressões de otimismo dentro de criações fabricadas para elevar nossa auto-estima. E mais uma vez, projetamos sonhos, extensões de ilusões que alimentam nossa insegurança. As pseudo-verdades que desejamos para amigos, inimigos, vizinhos e conhecidos.
Feliz Ano Novo, para todos, para o Universo como se essa felicidade fosse a soma de fonemas, orações coordenadas, subordinadas, expressões elevadas, desejos de Boa sorte, tudo de bom, palavras inteiras, sentimentos abstratos.
Está tão além da superficialidade da queima de fogos, dos cartões cheios de luz e cores.
Está tão além dos presentes e lembrancinhas ofertados... como se o material fosse o suficiente para cessar dores, mágoas, decepções;
O real é que os sentimentos continuam a pulsar de forma descontrolada. O medo e a busca continuam a sacudir alicerces frágeis de seres humanos, também frágeis, que se escondem e depositam em caixinhas e poços de desejos palavras de conforto ditas aos outros com o intuito de ouvirem seu próprio eco.
E mais uma vez, maquiamos nossa realidade, Feliz Ano Novo,acorde! e veja o céu pegando fogo! o vizinho soluçando, teus filhos sem entender nada...
A vida que você projetou, o ano que você desejou se esvaindo de ilusões...
E tudo recomeça, mais uma vez...
Boa sorte, tudo de bom!

sexta-feira, janeiro 18

Respostas... O vazio que existe em mim...

Ainda que eu me perceba cega, completamente cega;
Ainda que eu perca a sensibilidade aguçada do meu paladar, mesmo que o calor do sol se limite a aquecer apenas a minha imaginação, estarei sim, Luz!
Qualquer invenção humana se torna medíocre quando o que está em pauta é à força do nosso pensamento!

Não estou a margem porque produzo em mim anticorpos em defesa da minha integridade emocional.
Ordeno ao meu cérebro seja feliz e pronto: tudo se torna azul!
Sei, que posso parecer ridícula com uma pseudo-auto-estima, mas mesmo que esteja; luto até o máximo das minhas forças para não permitir que qualquer gota de lágrima me torne menos amor e menos eternidade!
Há muito mais a ser inventado para que nos tornemos cada vez mais dependentes de nós mesmos e esqueçamos de ouvir o nosso sentimento de Luz!
Por isso, me dispo de paradigmas e projeto caricaturas de personagens que fabrico diariamente para me distanciar de desilusões. Costumo enxergar o que há embaixo de tapetes persas e por isso, a frieza me acompanha como a mais exímia dama-de-companhia.
A vida, esse emaranhado de experiências, essa coisa que nos faz metamorfosear diariamente, é minha inspiração para a sobrevivência, acima das dores, das frustrações, das fatalidades!

Esse vazio que às vezes causa uma ânsia de vômito, uma náusea de morte, que carrega uma sombra de dúvidas, de medos, de sentimentos de “Pandora”, nem sabe que é fruto de um acaso, nem sabe que em segundos pode passar a se encher de paz e amor!

Estar feliz por tempo indeterminado é uma lei instituída por mim e luto por ela até cessar toda e qualquer força que faça parte de mim.
Trabalho a minha sutil e autodidata terapia quântica para alimentar a minha fonte de energia cósmica. Me alimento de pensamentos e por isso, talvez me vejam como egoísta. De onde viria esse egoísmo, uma carapuça divina que amortece e atrofia dores?
De onde viria essa coisa que me transporta a anos-luz de mim mesma?
Nem quero saber... Nem preciso saber, apenas sentir...
Não há vazio, há sentimentos de busca...
Estou cheia e vazia, mas nada importa a não ser que...
Cessem os pensamentos, calem a sensatez...
Caso contrário, ouçam o silêncio e se descubram perfeição!!

30 de dezembro 2007

Feliz Aniversário!

E eles nem sonham que eu estou além...
Que minha tez empalidecida já não faz parte desse mundo vão.
Que despi a alma, que me surpreendi águia a voar livre sem chão...

Eles nem sonham que a vida imita sim a arte, e a arte é a vida em partes, e mesmo assim somos átomos divisíveis, perpétuos, constantes buscas por nós mesmos, a sombra de vácuos, de ecos, de soluços, de devaneios, surtos psicóticos, explicáveis por filósofos e cientistas: amigos da evolução.

Eles nem sonham que minhas mãos tremem e se passam, e minha voz soluça por viver momentos que sei no meu íntimo fabriquei.

Fábrica de ilusões, ilusões que me fazem mais humana, me distanciando do mundo profano.Num paradoxo que criei, e danem-se ideologias e pseudos-verdades. Sou mais!

Fábrica de idéias ridículas, sons não-vocálicos, pouco audíveis, mas não me importo. Sou 1ª. pessoa, livre e a caminho.

Asas abertas, vôo raso ou profundo, som único...
Não me perguntem como.
Apenas, asas abertas, olhos cerrados e buscas constantes...
Somos...
E ponto...

16/01/2008